16/09/2015

{Resenha} O Doador de Memórias




O Doador de Memórias é uma distopia, escrita pela Lois Lowry e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro.


O livro se passa em uma sociedade distópica aparentemente perfeita, onde tudo é exatamente igual para todos. Ao passar de cada ano, cada criança recebe diferentes funções e autonomias, de acordo com suas idades. Aos 12 anos, cada um recebe a sua atribuição, que é a profissão que seguirá dali em diante.

Jonas vive com seus pais e uma irmã mais nova, Lily. e, na véspera de completar seus doze anos, está muito apreensivo sobre qual será a sua atribuição, ele não consegue se imaginar em nenhuma das funções que conhece.

Porém, no dia da Cerimônia, algo bastante incomum acontece e Jonas é escolhido para um cargo que ele nem sabia que existia: Recebedor.

Jonas descobre que na sua sociedade, as pessoas não possuem lembranças sobre o passado da humanidade, apenas uma pessoa é encarregado de guardar todas as memórias, tudo isso para evitar que os erros das sociedades antigas se repitam.

A partir do dia da Cerimônia, Jonas se encontra todos os dias com o Doador e, aos poucos, vai recebendo as memórias. Algumas delas são muito boas, o que faz Jonas questionar o porquê de terem sido extintas, porém outras são muito tristes e dolorosas.

No entanto, através dessas lembranças, Jonas começa enxergar sua sociedade de outra forma e talvez, tudo não seja tão maravilhoso quanto ele pensava.


Eu gostei demais da leitura desse livro e me arrependo de não tê-lo lido antes. A escrita da Lois Lowry é ótima e o enredo, super envolvente e instigante.

O Jonas é um personagem muito cativante. E, como todo protagonista de distopias, inteligente, decidido e corajoso, embora ele nem saiba que o é. O Doador também é um personagem que eu gostei logo de cara, ele é muito atencioso e cuidadoso com Jonas.

Uma coisa que eu gosto muito nas distopias é que elas destacam as coisas erradas em nossa sociedade e nos fazem refletir sobre o que nos tornaremos no futuro. Nisto, O Doador de Memórias e impecável. As lembranças que Jonas recebe e a forma que ele se sente ao recebê-las, nos faz ter vontade de valorizar as coisas simples da vida e também nos deixa triste pelas coisas ruins que a humanidade fez e ainda faz.

Apenas duas coisas não me agradaram nesse livro. A primeira foi o final. Sério, que final é esse?! Já haviam me alertado para o final dele, por isso quando cheguei nas últimas páginas, já comecei a ficar nervosa, imaginando mil coisas hahaha, mas ainda assim me surpreendi.

A segunda coisa que eu não gostei foi a capa. Eu não consegui entender muito bem o significado dessa capa (se é que tem algum, né?! :P). Mas de resto, a edição da Editora Arqueiro está ótima. A diagramação bem simples, porém bem organizada, as páginas amareladas e a fonte em um tamanho agradável.


Enfim, eu recomendo muito esse livro, apesar desse final mais ou menos, eu não me arrependo de jeito nenhum de tê-lo lido.

Beijos e até a próxima!
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Postado por Ellem Barboza

Pernambucana, cristã, leitora compulsiva, viciada em música e colecionadora de primaveras e sonhos.



2 comentários

  1. Oi Ellem !
    Ainda não li o livro, mas está na minha listooonha.
    Você já assistiu a adaptação ? É muito linda, muito emocionante e reflexiva, além de ter imagens muuuito lindas *-* vale muito a pena assistir.
    Fiquei com um pouco de medo do final, mas lerei mesmo assim ♥
    Beijos, Sorvete Literário

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    Respostas
    1. Ainda não assisti a adaptação, mas fiquei com muita vontade de assistir, quando acabei o livro, imagino que seja linda mesmo.
      Dizem que o livro e o filme são um pouco diferentes, quero ver haha
      Beijos

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