03/09/2014

{Resenha} Felicidade Roubada

Oi Gente!
Felicidade Roubada é um livro do Augusto Cury.


Esse livro contra a história de Alan, um neurocirurgião brilhante, perfeccionista, super viciado em trabalho. Por ser tão focado na sua carreira, Alan nunca tem tempo para sua esposa, Cláudia e sua filhinha, Lucila, as duas vivem cobrando um pouco mais de atenção da parte dele e embora ele reconheça que elas estão certas, não consegue mudar sua rotina. No trabalho, Alan é meio arrogante, vive brigando com os colegas de trabalho, residentes e estudantes de medicina.



Há uma brincadeira que se faz com os cirurgiões, mas que, no fundo, tem um quê de verdade, em especial no caso do compenetrado Dr Alan: quando um cirurgião entra na sala de cirurgia para operar um paciente, ele crê que é um deus; quando sai, ele tem certeza de que o é.

Um belo dia, Alan é acometido de uma crise de pânico durante uma cirurgia, ele acha que está infartando, que vai morrer e fica desesperado, mas quando melhora, retorna à mesma rotina estressante e acaba tendo muitas outras crises. O problema é que Alan não aceita que precisa de um tratamento com um psiquiatra/psicólogo, ele só acredita em tratamentos com medicamentos e cirurgias, e assim sua vida começa a afundar.

Estou certo de que não encontramos a felicidade, é ela que nos encontra.

Gente, confesso que eu não tinha muita expectativa para esse livro, mas acabou que gostei bastante da história. Me identifiquei um pouco com a história do Alan, só quem vive no meio da medicina sabe o quanto se é necessário abrir mão de muita coisa importante pela profissão, inclusive já tive alguns amigos, também estudantes de medicina que tiveram crises fortíssimas de pânico.

Se a sociedade o abandona, a solidão é suportável, mas se você mesmo se abandona, ela é intratável.

O livro retrata essas crises de forma muito realista, você consegue entender o que o personagem sente durante as crises e também o sentimento de frustração que fica nele, quando vê que todos, inclusive as pessoas com que ele viva discutindo e xingando, rindo dele e o ridicularizando.
Algumas partes, principalmente na segunda metade do livro, abordam um pouco de teoria de Psiquiatria, o que pode ser um pouco chato pra quem não gosta muito da área, mas como eu sou fascinada por Psiquiatria, achei incrível.

Infelizmente, os homens celebram mais a morte do que a vida.

O que eu achei meio chato foram os diálogos do livro que são muito formais, inclusive entre os familiares, entendo essa linguagem mais formal nos diálogos entre os médicos, mas nos relacionamentos mais íntimos, ficou parecendo meio superficial, mas isso só me incomodou no começo, depois me acostumei.
Enfim, recomendo esse livro pra quem curte (tentar) entender a mente humana e esses fenômenos psicológicos. Pra quem não sabe, Augusto Cury é psiquiatra e  a história é baseada em fatos reais, então, com certeza esses temas foram bem abordados. Além disso, é sempre bom a gente conhecer um pouquinho desses transtornos pra não sair por aí julgando os outros de 'doidos' haha.

Nada machuca tanto um ser humano quanto se sentir um doente mental. Nada esfacela tanto a autoestima quanto se sentir deprimido, fóbico, obsessivo, psicótico.

Dei 4 estrelas pra ele no Skoob.

Bom, gente, é isso, espero que tenham gostado da resenha. Beijos e até a próxima!
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Postado por Ellem Barboza

Pernambucana, cristã, leitora compulsiva, viciada em música e colecionadora de primaveras e sonhos.



2 comentários

  1. Eu adoro os livros do Augusto Cury, sempre me fazem refletir muito e me tocam em algum ponto a melhorar. Obrigada por sua resenha.
    www.bookspelagi.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Olá Gisele
      O Augusto Cury sempre transmite uma boa mensagem :D
      Obrigada por sua visita!
      Beijo

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